Da Redação
Foto: Divulgação
Com a parceria entre o Sesc DF e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal, o Museu Nacional da República recebe, de 9 de abril a 31 de maio, o programa de mostras itinerantes da Fundação Bienal de São Paulo, consolidando a presença da Bienal na capital federal, que acolhe a itinerância pela terceira vez. A mostra acontece simultaneamente à itinerância da participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. O programa educativo de ambas as exposições, com suas práticas de mediação e visitas em grupo, é apresentado pelo Sesc DF.
A escolha do espaço não é fortuita. Projetado por Oscar Niemeyer, o Museu Nacional da República compartilha com o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação Bienal de São Paulo, também de autoria de Niemeyer, uma mesma genealogia arquitetônica. O diálogo entre as obras e esse território vocacionado para o encontro entre arte e público intensifica-se quando dois projetos da Fundação ocupam o museu ao mesmo tempo.
A itinerância da mostra em Brasília conta com curadoria de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung junto ao cocurador André Pitol e a arquitetura é assinada por Tiago Guimarães. Na capital federal, o recorte da itinerância reúne obras de Akinbode Akinbiyi, Aline Baiana, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Edival Ramosa, Ernest Cole, Leo Asemota, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mao Ishikawa, Moisés Patrício, Myriam Omar Awadi, Myrlande Constant, Pélagie Gbaguidi, Rebeca Carapiá, Sadikou Oukpedjo, Sérgio Soarez, Tanka Fonta e Theo Eshetu.
Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, a realização da itinerância em Brasília reforça o compromisso de ampliar o acesso à arte contemporânea. “A presença contínua da Bienal na capital federal evidencia a importância de levarmos as discussões propostas pela exposição a diferentes públicos e contextos, ampliando seu alcance e suas possibilidades de leitura”, afirma.
Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.
Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.
Dica:
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Itinerância Brasília – Museu Nacional da República
Abertura: dia 9 de abril, das 19h às 21h
Visitação: de 10 de abril a 31 de maio. De terça a domingo, das 9h às 18h30
Local: Museu Nacional da República
Entrada gratuita
Instagram: @bienalsaopaulo






