Da Redação
Foto: Divulgação
A “Mostra Eclética: 65 Anos de Brasília e do Iate Clube” abre as comemorações pelo aniversário da Capital Federal, neste dia 2 de abril, com um coquetel aberto ao público, na sede do clube, com a presença de autoridades do Iate e do Distrito Federal, além de associados, galeristas e colecionadores. A exposição homenageia as duas datas e o Iate Clube de Brasília, que teve como patrono o grande idealizador de Brasília, Juscelino Kubitschek, que incentivou a construção do clube, dizendo que “seria ali a sala de visitas da nova metrópole”.
Com curadoria da artista plástica Cida Carvalho, presidente da Associação Candanga de Artistas Visuais e fundadora da Brasil Mosaico Arte, a mostra apresentará obras de seis fotógrafos e de oito artistas plásticos que, por meio da arte, falarão da forma eclética como Brasília se apresenta hoje. A curadora procura na mostra evidenciar a Brasília real, esta ‘jovem senhora’ que cumpre seu papel político, cultural, econômico e religioso com maestria. “Brasília é verdadeiramente um museu a céu aberto, com uma cena cultural latente e crescente. Além disso, a capital está cada vez mais social, com um crescimento exponencial de ações do terceiro setor”, explica Cida Carvalho.
Sobre os fotógrafos
Andreia Salles
Para esta exposição, Andreia Salles traz seu olhar sobre o trabalho voluntário do qual participa, no Setor Comercial Sul (SCS). O projeto “Se essa rua fosse minha” é fruto da iniciativa de um grupo de amigos que busca construir vínculos com a população em situação de rua do SCS. Com ações fraternas continuadas, o projeto dá oportunidade de acolhimento e tratamento para a dependência química, de forma gratuita, para aqueles que manifestam o desejo de fazê-lo, por meio de parcerias.
Ademir Rodrigues
Trabalha como fotógrafo profissional em Brasília desde 1970. Prestou serviços de fotografia para a Funai por 30 anos, viajando por todo o território brasileiro e países da América do Sul como Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Venezuela, com a finalidade de fotografar povos indígenas para documentários e exposições. Trabalhou também na Fundação Palmares e na Radiobrás, contratado pelo Ministério do Interior. Fotografou para órgãos como Codevasf, Projeto Rondon, Sudene, Sudeco, Ibama. Trabalhou como repórter fotográfico do PAC Mobilidade Urbana e Estádios, obras precedentes à Copa do Mundo de 2018, pelo Ministério dos Esportes, entre 2014 a 2018. Desde então, trabalha como fotógrafo de arquitetura, obras de artes e cobertura de práticas esportivas, shows e eventos.
Jonas Pimentel
Nascido em Brasília no ano de 2002, desde a infância Jonas se interessou pelas artes visuais. Foi aluno da Escola de Altas Habilidades e Excelência de Taguatinga e, por consequência, direcionou seu talento para a fotografia, participando até o momento de onze exposições. Mais tarde, iniciou seus estudos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, onde atualmente cursa o nono semestre. Apesar de o principal foco ter sido fotografia, Jonas é versátil e possui facilidades para o aprendizado de outras técnicas artísticas.
Elianne Loin
Brasiliense começou na fotografia em 1990, fotografando eventos sociais e políticos. Apaixonada pelos cliques, considera Brasília um museu a céu aberto. Suas outras paixões são retrato feminino e retrato de família.
Vini Carvalho
Com paixão por transformar ideias em narrativas visuais impactantes, é fotógrafo publicitário e produtor de conteúdo especializado em elevar marcas. Tem uma abordagem que une arte e estratégia, criando imagens que não apenas encantam, mas geram resultados. Cada projeto é uma jornada única. Com experiência em marketing e sensibilidade artística, desenvolve materiais que amplificam a essência da sua marca, sempre com excelência técnica e propósito. Fotografar é sua forma de conectar mundos: registrar histórias com autenticidade, seja para campanhas publicitárias ou conteúdos cativantes. Seu diferencial? Transformar sensações em imagens que inspiram e vendem.
Rui Faquini
Fotógrafo há 45 anos, seu acervo, localizado no Setor Hoteleiro Sul, conta com mais de 300 temas trabalhados. O artista viu Brasília nascer e participou de sua construção. Visitou diversos países a fim de ampliar seus conhecimentos e aprimorar suas técnicas, além de aprender sobre diferentes culturas e expandir o seu olhar. Desenvolve, até hoje, um ensaio intitulado Sobre o Voo, iniciado no Japão, em 1969. Em 1992, fez um trabalho sobre povos quilombolas e kalungas, especialmente em Cavalcante (GO). Outro de seus trabalhos – Meu Cerrado Zen – é mais atado ao Cerrado. No entanto, ressalta: “A ideia é passar a mensagem de que há em meu arquivo os temas mais variados, e com coerência”. Hoje em dia, Faquini continua registrando o interior do Brasil, especialmente o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia.
Sobre os artistas visuais
Ana Pimentel
Sempre gostou de arte. Na juventude, quando morava em Roma com minha família, visitou vários museus e galerias da Europa, onde admirava as obras dos grandes mestres. De volta ao Brasil, teve a oportunidade de aprender um pouco com o artista Siron Franco, quando ele pintou os retratos da sua família.
Donizetti
Artista plástico, arquiteto, professor, participa ativamente das artes da cidade, tendo integrado centenas de exposições no país e no exterior.
Dulce do Amaral
A arte ganhou nova dimensão em sua trajetória quando aprofundou os estudos em Semiótica e Cultura Visual no Instituto de Arte, na Universidade Federal do Pará. O contato com artistas de diversas áreas ampliou sua visão e impulsionou a ressignificação dos seus trabalhos. Hoje, sua principal técnica é a aquarela, explorando sua fluidez e expressividade. Além disso, desenvolve obras com arte digital utilizando a técnica de colagem de imagens. Sua produção reflete um compromisso com a resistência.
Hugo de Sousa
Descobriu sua paixão pela pintura aos 13 anos, ao ingressar em um programa para crianças com altas habilidades. Reencontrou na vida adulta o desejo de se expressar artisticamente, dedicando-se ao óleo sobre tela. A pintura tornou-se para Hugo um meio inesperado de comunicação, onde tela e pincel se transformam em ferramentas para transmitir emoções e percepções sobre o mundo. Suas obras unem técnicas clássicas e contemporâneas para explorar temas de intensa carga emocional e reflexões sobre as relações humanas.
Teresa Pessoa
Artista brasileira com mais de duas décadas de carreira, tem o trabalho marcado por sua habilidade com a resina epóxi. Graduada em Artes Plásticas pela FAAP/SP, Teresa encontrou na academia o ambiente ideal para explorar novos materiais e técnicas, consolidando seu contato com diversas formas de arte e com grandes artistas. Além de seu talento artístico, ela foi uma educadora influente, impactando a formação de muitas pessoas. Trabalha também com madeiras descartadas e de fontes sustentáveis incrustadas na resina epóxi, respeitando suas características originais ao criar peças exclusivas. Para ela, criar é uma forma de auto descoberta e expressão da essência criativa. Participou de diversos salões de arte no país e ministrou aulas de escultura e modelagem em argila e pedra sabão, além de atuar como coordenadora do Programa de Renda Alternativa, por meio de artesanato e artes visuais, no SESI de Ribeirão Preto, durante mais de uma década.
Sonnia Guerra
Graduou-se em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1981. Em suas telas abstratas prepondera a emoção da cor na integração com a estrutura, o que lhe permite materializar a construção sugerida. A composição recebe das camadas espessas ou veladas um sutil sentido de profundidade, que envolve o espectador intimamente, propiciando-lhe vivenciar a pleno a mensagem de harmonia da artista. Harmonia que se verifica também no conjunto da obra, por intermédio das passagens graduais de tons, e de saturação da cor.
Rita Brasil
Formação em Arte, Pintura, Teoria e Crítica de Arte, além de mestre em Arte e doutora em Comunicação. Expõe desde 1995 em mostras coletivas, individuais, nacionais e internacionais. Em 2024, expôs em São Paulo e Rio de Janeiro, em Anjos ArtGallery, Marcelo Neves Galeria, M. Blois Galeria, Tela e Galeria de Arte e Raphael ArtGallery. Atualmente, desenvolve pesquisa de produção de imagem pelo viés da Técnica Mista, interrelacionando diversas práticas artísticas. Um processo de imagens apropriadas, motivada pela troca de informação excessiva da sociedade, levando a reflexão sobre o suporte da arte, a subjetividade do artista na interação com as novas tecnologias e, por fim, a fusão arte e vida.
Noélia Lacerda
Baiana de nascimento, ainda pequena sua família mudou-se para São Paulo onde morou por muitos anos. Hoje, radicada em Brasília, Noélia Lacerda fez exposições no Brasil e no exterior. Formada em artes plásticas pela universidade de AEUDF (Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal), em 1998, e em cadeira especial de artes pela Universidade de Brasília (UNB). Noélia foi aprimorando seu estilo direcionando os estudos para o desenho e a Street Art. Aprimorou suas técnicas com vários mestres brasilienses como Marco Aurélio, o Lelo, Adauto Pereira, Gildred Mascarenhas e Moreira D’Azevedo. Sua Arte é tocante, têm alma. Obras em Street Art e Pen Art hoje valorizam espaços públicos e particulares no mundo inteiro.
Cida Carvalho
Iniciou sua trajetória nas artes em Curitiba, onde se formou em História da Arte, pinturas antigas, restauração e mosaico. Nesse incessante caminhar, continua a buscar novos conhecimentos na área, dentro e fora do Brasil, sempre procurando parâmetros para fazer da arte musiva uma arte maior, pontuando sempre um trabalho plástico cada vez mais apurado e novas logísticas para o trato. Reside em Brasília desde 2002 e é proprietária do Estúdio de Mosaico Cida Carvalho. Projeta e executa mosaicos clássicos e contemporâneos em seu estúdio. É artista plástica profissional habilitada pela Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, além de presidente e sócia-fundadora da Associação Candanga de Artistas Visuais (ACAV), acadêmica da Academia Internacional de Cultura (AIC), produtora cultural e CEO do Projeto “Olhares do Brasil”, de intercâmbio cultural.
Dica:
Exposição “Mostra Eclética: 65 Anos de Brasília e do Iate Clube”
Entre os dias 3 e 13 de abril
Visitação: Dias úteis, das 8h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 8h às 19h
Local: Iate TV do Iate Clube Brasília (Setor de Clubes Norte, Trecho 2, SMI)
Entrada gratuita