Maria Bethânia e Zeca Pagodinho juntos em turnê

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Foto: Divulgação

Neste sábado, dia 24 de novembro, no Auditório Máster do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho dividem o palco com a turnê “De Santo Amaro a Xerém”.

Batizado de “De Santo Amaro a Xerém” o projeto é uma referência à cidade natal de Bethânia e ao município fluminense onde Zeca tem seu sítio. “Quando marcamos os shows, conversamos, Zeca e eu, sobre o que nos une. O samba de roda da Bahia, o samba do Rio de Janeiro, a música, o gosto musical de cada um. Ele é um extraordinário intérprete do samba bem construído baiano. Falamos muito do que unia Santo Amaro e Xerém, Portela, Mangueira, sobre o prazer da cena. Porque pra fazer um show juntos tem que ter um sentido. Fazer uma música é uma coisa e um espetáculo em dupla é diferente”, conta Bethânia sobre como tudo se desenhou. “Zeca é uma personalidade muito forte e eu sou baladeira, sou da MPB, canto de tudo, do bregão vou para Fernando Pessoa, para a poesia misturada. Então isto tinha que estar bem claro, ele nitidamente com as potências dele e eu com as minhas”.

“Fui a casa dele porque, antes de mais nada, eu precisava ouvi-lo falar, dizer do que gosta e o que ele estava com vontade de fazer. Sabia que ele gostava do meu trabalho, da parte teatral que é dos anos 70, quando Fauzi Arap trouxe o teatro para minha gira. E me impressionou o conhecimento dele do cancioneiro brasileiro. Ele me contou que a família dele é toda de músicos, de música de muita qualidade, muito nobre. E, naturalmente, cantarolou algumas coisas e falou da paixão por Silvio Caldas, que é uma paixão comum. Aí eu falei: mais um elo. E insisti para que cantasse “Chão de Estrelas” que está no show com o registro lindo que ele faz. ”

“Está sendo muito legal essa amizade com Bethânia. Ela me ensinou a ser um outro Zeca. Me fez ensaiar, cantar coisas que nunca cantei”, conta Zeca. “Os shows têm sido muito bacanas. Aprendi muito com ela, principalmente a não ficar muito preocupado. Ela diz, ‘Zeca vamos nos divertir’ e é isto que estamos fazendo no palco”, completa.

O repertório, assinado pelos dois e costurado pelo samba, veio cheio de referências de cada um. No show Bethânia e Zeca se alternam no palco e em duo em vários momentos e trazem surpresas como o “Você Não Entende Nada” (Caetano Veloso), com a divisão peculiar do Zeca, e Bethânia emenda com “Cotidiano” (Chico Buarque) e mais três músicas inéditas como a canção “A Surdo 1”, de Adriana Calcanhoto sobre a Mangueira, duas de Leandro Fregonessi, “De Santo Amaro a Xerém” e “Pertinho de Salvador” e a música de abertura “Amaro Xerém”, um autêntico samba de roda da Bahia escrito especialmente para o show por Caetano Veloso a pedido de Bethânia, depois de mais de 20 anos sem fazer uma canção para ela. Num dos versos da letra, ele diz: “Por essa luz eu disparo/ Sem repetir nehémnhémnhém/ O Brasil é que é meu faro/Levaremos tudo além/ É no samba que eu preparo/ De Xerém a Santo Amaro/ De Santo Amaro a Xerém…”

Quando não estão juntos, tomam rumos opostos: cada um abre sua parte solo com um clássico: Zeca vem com “A Voz do Morro” (Zé Kétti) e Bethânia com “Falsa Baiana” (Geraldo Pereira), por exemplo, e revisitam sucessos da carreira de ambos, como “Café Soçaite” (Miguel Gustavo), “Marginália” (Gilberto Gil e Torquato Neto), “Negue” (Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos), “Reconvexo” (Caetano Veloso) e “Ronda” (Paulo Vanzolini), na voz de Bethânia. Ou “Coração em Desalinho” (Monarco e Ratinho), “Não Sou Mais Disso” (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão), “Samba pras Moças” (Roque Ferreira e Grazielle) e “Vai Vadiar” (Monarco e Ratinho) cantadas por Zeca.

Em sets separados, homenageiam as escolas de samba às quais são ligados afetivamente. Enquanto Bethânia celebra a Mangueira com “Atrás da Verde-e-Rosa Só Não Vai Quem já Morreu” (David Correia, Paulinho Carvalho, Carlos Senna e Bira do Ponto), “Chico Buarque da Mangueira” (Nelson Dalla Rosa, Vilas Boas, Nelson Csipai e Carlinhos das Camisas) e “Exaltação à Mangueira” (Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa), Zeca vem de “Portela na Avenida” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), “Lendas e Mistérios da Amazônia” (Catoni, Jabolô e Valtenir) e “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” (Paulinho da Viola).

Dica:
“De Santo Amaro à Xerém” – com Maria Bethânia e Zeca Pagodinho
Dia 24 de novembro, sábado, às 21h30
Local: Centro de convenções Ulysses Guimarães – Auditório Máster
Ingressos (valores referente à meia entrada e sujeito à alteração sem prévio aviso):
POLTRONA GOLD – R$ 350,00
POLTRONA LATERAL – R$ 300,00
POLTRONA A – R$ 250,00
POLTRONA B – R$ 200,00
POLTRONA SUPERIOR – R$ 150,00
Pontos de venda: Brasília Shopping / piso G2
Classificação indicativa: 14 anos

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