Da Redação
Foto: Renata Oliveira
De 11 a 13 de abril, a Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro recebe uma montagem inédita da opereta Pepito, do compositor francês Jacques Offenbach (1819-1880). Esta obra rara, nunca apresentada na capital e sem registros de exibição no Brasil, marca a estreia de uma nova temporada na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sendo a primeira ópera apresentada no local após sua reabertura no final do ano passado.
Brasília celebra em grande estilo o mês de abril com uma montagem inédita da opereta Pepito, do compositor francês Jacques Offenbach (1819-1880). Esta obra rara, nunca apresentada na capital e sem registros de exibição no Brasil, marca a estreia de uma nova temporada na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sendo a primeira ópera apresentada no local após sua reabertura no final do ano passado.
Conhecido principalmente pela incompleta Os Contos de Hoffman e pela famosa “ária da boneca”, Offenbach era, na verdade, um apaixonado compositor de operetas, tendo escrito mais de 100 obras desse gênero em um período de menos de 20 anos. Pepito é uma das suas primeiras produções, e para resgatar essa obra e sua importância como precursora do teatro musical moderno, a diretora de cena Hyandra Ello e o maestro e diretor musical Rafael de Abreu Ribeiro comandam um elenco de três cantores e uma pequena orquestra de cinco músicos.
A produção será realizada com apoio da Lei Paulo Gustavo e, antes de sua apresentação na Sala Martins Pena, Pepito poderá ser vista gratuitamente no Cineteatro Verônica Moreno, no Complexo Cultural Samambaia, nos dias 5 e 6 de abril.
A adaptação de Pepito para o cenário brasileiro é uma criação da diretora artística Hyandra Ello, que escolheu ambientar a história em um esquecido vilarejo nordestino na década de 1970, época de auge do gênero musical Brega, singularmente brasileiro. A tradução e adaptação do texto foram feitas por Janette Dornellas, e o enredo traz a história de Vertigo, um senhor dono de uma pousada (interpretado pelo baixo Hugo Lemos), que tenta conquistar Manuelita, dona de outra pousada vizinha (interpretada pela soprano Isabel Quintela). No entanto, Manuelita aguarda o retorno de seu amado Pepito, que se alistou no exército. Eles têm a inesperada chegada de Miguel (interpretado pelo tenor Roger Vieira), um jovem que é do vilarejo e estava morando na capital. Ao longo da trama, repleta de reencontros, decepções e surpresas, a estética do Brega brasileiro é incorporada, conferindo um tom divertido e emocional ao espetáculo.
O maestro Rafael de Abreu Ribeiro comenta sobre a proposta: “A ideia deste projeto é criar um espetáculo móvel, que possa ser montado rapidamente em uma variedade de espaços diferentes, como pequenos auditórios ou até pátios de escola. Optamos por uma mini-orquestra de cinco músicos para manter a sonoridade original com um número reduzido de instrumentistas. Isso resulta em um espetáculo ágil e intimista, com uma interação única entre os cantores e a orquestra, que farão parte da cena, caracterizados como moradores do vilarejo.”
Hyandra Ello, por sua vez, enfatiza a importância do exercício de se conectar com o momento e os personagens. “O grande exercício na Opereta Pepito é viver o agora com os três personagens. De forma leve e descontraída, propus uma direção que visa a diversão, a aceitação do caos e o compromisso de criar uma obra colorida e cheia de vivacidade. O amor entre os personagens é brega, e essa é a nossa maior inspiração para trazer a alegria dessa história ao público. Queremos que as pessoas se divirtam e, ao mesmo tempo, parem para refletir sobre a vida em um ritmo acelerado, com a música envolvente de Offenbach.”
Dica:
Ópera Pepito de Offenbach
Dias 5 e 6 de abril, sempre às 19h
Local: Complexo Cultural Samambaia – Cineteatro Verônica Moreno (Quadra 301 Conjunto 05 Lote 01, Samambaia)
Entrada gratuita
Dias 11, 12 e 13 de abril, sempre às 19h
Local: Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Mais informações e ingressos antecipados: hl.art.br/pepito
Classificação indicativa: Livre
Duração aproximada: 50 minutos
Opereta em 1 ato, em português, com projeção de legendas.
Sessões com audiodescrição nos dias 5 e 13 de abril, às 19h.