Bloco homenageia os 70 anos de criação do Trio Elétrico

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Da Redação
Foto: Divulgação

Depois de arrastar um público de mais de 60 mil pessoas em 2019, o Bloco Quem Chupou Vai Chupar Mais se prepara para movimentar a área externa do Museu da República, no dia 8 de fevereiro, prestando uma grande homenagem aos 70 anos de criação do Trio Elétrico. Em sua terceira edição, a festa será comandada pela banda Êaêaôô Axé 90, formada por músicos do Móveis Coloniais de Acajú, Muntchako, Passo Largo e Consuelo, amantes do Axé e vividos nos anos 90, além dos DJs Andie e Bisca, Porn e Caribé, combatendo todo e qualquer tipo de preconceito.

O Quem Chupou Vai Chupar Mais é um bloco de pré-carnaval LGBTQIA+ com foco na sonoridade do Axé Bahia 80 até 2000, passando por outros ritmos como o maracatu, reggae, carimbó, entre outros. “Nosso bloco foi aceito e recebido por um público que passeia por todos os gêneros, cor, raça e credo, incluindo crianças e idosos. Em 2018, ano de estreia, recebemos um público surpreendente de mais de 30 mil pessoas”, diz Andie Araújo, idealizadora do bloco.

Em 2019, o bloco contou com mais de 60 mil pessoas no Museu da República. Um pulo de uma expectativa de bloco de pequeno porte até em 2019 saindo como grande porte. O Quem Chupou para 2020 vem na categoria porte especial para receber mais 80 mil pessoas. Além da visibilidade para a comunidade LGBTQIA+ e seus simpatizantes, neste ano o bloco celebrará a criação pelos lendários Dodô e Osmar do trio elétrico.

O Quem Chupou Vai Chupar Mais nasceu da paixão pelo axé e, claro, pelo trio elétrico. Os carnavais de Salvador são a inspiração máxima para o bloco e, em 2020, um dos seus maiores ícones comemora 70 anos de criação. O trio elétrico é patrimônio cultural nacional e símbolo, junto com o axé, dos carnavais pelo Nordeste, principalmente em Salvador, onde foi criado e difundido. O tema para 2020 é “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”, frase da música clássica de Caetano Veloso, “Atrás do Trio” que divulga em todo o Brasil o fenômeno até então restrito aos dois estados nordestinos no final dos anos 60.

Além da propagação da música brasileira, principalmente o axé, e, sendo um bloco LGBTQIA+, a missão do bloco é combater a homofobia, o racismo e o assédio de forma eficaz e colocando no centro do bloco, artistas que projetam nossos ideais: os dançarinos são todos negros, 100% da mão de obra e alguns artistas do bloco são LGBTQIA+ e o bloco Quem Chupou Vai Chupar Mais é projetado e executado por uma mulher lésbica.

Dica:
Bloco Quem Chupou Vai Chupar
Dia 8 de fevereiro, sábado. Concentração às 15h
Local: Área externa do Museu Nacional da República
Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre