Crianças devem ou não usar máscara?

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Da Redação
Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira, o uso de máscaras será obrigatório em todo o Distrito Federal. E as crianças devem ou não usar máscara? Segundo o manual de máscaras caseiras do Ministério da Saúde, qualquer pessoa deve usá-las, inclusive crianças e pessoas debilitadas, mas desde que respeitadas a tolerância, o ajuste e a higiene do material. Mas, juntamente com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o ministério orienta que menores de dois anos não usem a máscara por causa do risco de sufocamento. Além disso, os pequenos são incapazes de remover o acessório sem ajuda, o que favorece a contaminação.

O centro norte-americano de controle e prevenção de doenças (CDC) divulgou em seu site orientações sobre o uso de máscaras para proteção contra o coronavírus. O documento aponta que o uso ajuda a reduzir a contaminação, mas faz um alerta importante: máscaras não devem ser usadas por crianças menores de 2 anos, pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes. De acordo com a agência, a máscara não deve ser usada por pessoas que não sejam capazes de removê-la sem assistência, inclusive adultos, porque podem causar sufocamento.

Além disso, no caso das crianças, pediatras ouvidos pelo site LAist apontam ainda outros problemas, como o tamanho das máscaras, por exemplo, já que elas não são eficientes se não estiverem corretamente ajustadas ao rosto. Há ainda o fato de que a criança tende a tocar na máscara, então, pode se contaminar por outros orifícios; máscaras molhadas são consideradas sujas, e crianças costumam babar, salivar e ter o nariz escorrendo; e, por último, o incômodo causado pela máscara, que pode irritar as crianças.

Lembrando que a maioria das crianças são assintomáticas, a máscara servirá tanto para a proteção da criança como para proteger as pessoas ao seu redor, pois, muitas vezes, as crianças podem carregar o coronavírus sem apresentarem sintomas.

Um consenso entre os médicos é que as crianças entre dois e quatro anos devem ser observadas pelo adulto enquanto usam a máscara. Nesta faixa etária, nem todas se adaptarão à máscara e muitas, por não respeitarem as medidas de proteção individual, podem não se beneficiar do seu uso.

A máscara descartável deverá ser usada em crianças com sintomas de febre; tosse ou espirros; secreção nasal; sintomas gastrintestinais. Além disso, toda vez que a máscara descartável ficar molhada por causa das secreções da criança, ela deve ser descartada, já que perde o seu efeito quando úmida. O ideal é levar máscaras sobressalentes quando sair à rua. Caso a criança não consiga usar a máscara seguindo as orientações para não se contaminar, mas realmente precise sair de casa, a indicação é que ela fique no colo dos pais e se mantenha distante em dois metros de qualquer pessoa de fora de casa.

Em relação às crianças menores de dois anos, que não podem utilizar a máscara por causa do risco de sufocamento, caso seja de extrema necessidade sair de casa, os pais devem evitar aglomerações, mantendo distanciamento pessoal mínimo de 1 metro e meio. Caso não seja possível, a criança pode ser coberta com um cobertor leve, que não prejudique sua respiração. Ao chegar em casa, os pais devem sempre deve-se retirar para lavagem toda a roupa e o calçado da criança.

Orientações gerais do uso da máscaras caseiras em crianças e adultos:
– A criança deve lavar as mãos com água e sabão ou passar álcool em gel antes e depois de usar a máscara
– A máscara deve se ajustar ao tamanho do rosto da criança, não ficando larga, nem grande ou pequena, cobrindo queixo, nariz e bochechas
– A máscara deve ter duas camadas de tecido em algodão
– Um adulto deve observar a criança enquanto ela usa a máscara, não permitindo que ela arranque, puxe ou toque na parte de pano
– A cada duas horas, a máscara deve ser trocada
– Toda a vez que a criança espirrar ou babar, deve-se trocar de máscara
– A máscara é individual: deve ser usada somente pela criança e mais ninguém
– Após o uso, a máscara deve ser higienizada com água e sabão ou água sanitária

Fonte: G1 e Revista Crescer