Da Redação
Foto: Allan Martins
De 18 a 22 de março, a CAIXA Cultural Brasília recebe o musical infantojuvenil “Menino Mandela”. O espetáculo chega à capital federal apresentando um mergulho poético e educativo na infância do menino Rolihlahla, que anos mais tarde se tornaria Nelson Mandela, símbolo maior da luta pela dissolução do apartheid na África do Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
A montagem venceu cinco prêmios do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ). O texto é de Ricardo Gomes e Mariana Jaspe. A direção artística e idealização ficam por conta de Arlindo Lopes e a direção musical é de Wladimir Pinheiro. Estão no elenco Gustavo Delayte, Caroll Badon, Alexandre Rosa Moreno, Ella Fernandes e a premiada Vanessa Pascale (melhor atriz pelo CBTIJ), acompanhados pelas musicistas Flávia Chagas e Geiza Carvalho.
Infância, memória e o despertar da consciência
A história tem início quando Zoe, neta de Nelson Mandela, precisa fazer um trabalho escolar sobre o avô. Ao revisitar suas memórias, uma “fenda no espaço-tempo” a transporta para 1926, onde ela encontra o menino Rolihlahla na aldeia sul-africana de Qunu. O público acompanha então suas brincadeiras, o aprendizado com os anciões da tribo, a relação profunda com a natureza e os primeiros contatos com um mundo marcado pela desigualdade racial.
O espetáculo é uma experiência poética e educativa, que aproxima gerações e promove o letramento racial ao valorizar a representatividade negra e reafirmar princípios como empatia, igualdade e respeito. Mais do que narrar a infância de um líder, Menino Mandela leva crianças, jovens e adultos a reconhecerem que os grandes sonhos de liberdade e justiça nascem de gestos simples e humanos que moldam valores, constroem identidades e inspiram novas formas de convivência. É um convite à reflexão e à esperança, que transforma a memória de Mandela em caminho vivo de aprendizado e transformação.
Uma experiência estética completa
A riqueza da montagem se dá pela integração de diversas linguagens artísticas: as referências estéticas presentes nos figurinos de Tereza Nabuco e no cenário de Mauro Vicente Ferreira dialogam com culturas africanas e afro-diaspóricas. Enquanto os bonecos do artista plástico Dante e os adereços luminescentes de Rafael Turatti ampliam a dimensão simbólica da cena como extensões da memória e da ancestralidade. A música ao vivo ocupa papel central, articulando sonoridades inspiradas em matrizes africanas, e o trabalho corporal e coreográfico de Fernanda Dias e Carlotta Romanelli ativam o corpo como território de memória, identidade e resistência.
Oficina gratuita
No final de semana das apresentações, o diretor Arlindo Lopes ministra a oficina Artista na Criação e Produção, sobre concepção e realização de projetos culturais. Da inspiração à realização, o propósito maior é desmistificar que artistas não devem se envolver com produção para que possam realizar seus sonhos e redirecionar suas trajetórias. Os encontros serão divididos em módulos, no sábado e no domingo, das 10h às 13h, onde etapas de criação de projetos culturais serão descritas e destrinchadas. A oficina é gratuita, com inscrições pelo site da CAIXA Cultural, a partir de 13 de março.
Dica:
Espetáculo musical: Menino Mandela
De 18 a 22 de março. Dias 18 e 19, às 15h; e dias 20, 21 e 22, às 15h e às 19h (sessões duplas)
Acessibilidade: sessão com Tradução em Libras dia 20 às 15h
Local: Teatro da CAIXA Cultural (Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Edifício Anexo à Matriz da CAIXA)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada)
Ponto de venda: Na bilheteria do teatro e no site https://bilheteriacultural.com.br/eventos-detalhes/175
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação Indicativa: Livre












